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Possível saída de Verstappen tira o sono da Red Bull


A temporada de 2025 da Fórmula 1 começou há apenas duas corridas e a Red Bull já está tensa com o risco de perder seu grande astro. // Imagem: Red Bull Racing

Porto Velho, Rondônia -
A temporada de 2025 da Fórmula 1 começou há apenas duas corridas e a Red Bull já está tensa com o risco de perder seu grande astro. Após as corridas da Austrália e China a equipe trocou Liam Lawson por Yuki Tsunoda, promovendo o japonês da Racing Bulls para correr ao lado de Max Verstappen.

A decisão, anunciada antes do GP do Japão, aprofunda a crise que começou em 2024, quando a Red Bull dispensou Sergio Pérez após uma campanha desastrosa. Parece então que o problema não era só para o mexicano. O que aconteceu com a outrora imbatível equipe de Milton Keynes?

Pérez foi cortado ao fim de 2024 após uma temporada marcada por resultados sofríveis: apenas 152 pontos contra os 437 de Verstappen, sem pódios após abril e uma queda para oitavo no campeonato de pilotos.

O problema são os pilotos?

A Red Bull justificou a dispensa pela falta de consistência do mexicano, que não se adaptou ao RB20 e comprometeu a defesa do título de construtores, perdido para a McLaren e mesmo o vice, para a Ferrari.

Liam Lawson assumiu o assento em 2025, mas seu início foi igualmente decepcionante, mostrando que o RB21, descrito por Verstappen como “difícil” e “o quarto mais rápido do grid”, é um desafio até para jovens promessas.

Tsunoda, com mais experiência e apoio político da Honda, é a nova aposta, mas sua pouca familiaridade com problemático carro deve limitar suas chances de bons resultados e pode até queimar a sua reputação, como já abordei aqui.

O descontentamento de Verstappen, no entanto, adiciona uma camada de tensão. O tetracampeão não escondeu sua insatisfação com essas trocas de pilotos, dizendo que a equipe deveria se preocupar com o carro, não com seus companheiros de equipe.

Saídas de nomes importantes

Pior ainda, discretamente ele critica o desempenho e o desenvolvimento do carro — não só deste ano, mas também do RB20 de 2024, que já mostrava sinais de estagnação. “Estamos andando para trás”, disse ele após uma das corridas, um alerta que ecoa nos corredores de Milton Keynes.

Com cláusulas de performance em seu contrato, o holandês certamente está de olho em rivais como Mercedes e Aston Martin, que já teriam aberto as portas para ele para o ano que vem ou no máximo 2027.

Aliás, comenta-se que uma das razões da chegada de Tsunoda seria a necessidade da equipe pontuar mais, pois se chegassem abaixo de uma determinada posição no campeonato de construtores, Verstappen poderia ter caminho livre para mudar de equipe sem pagar multa alguma antes do fim de seu contrato, que venceria em 2028.

Nos bastidores, a situação é igualmente alarmante. A saída de Adrian Newey (agora na Aston Martin), Jonathan Wheatley (chefe de equipe da Sauber a partir de hoje) e Will Courtenay (na McLaren) deixou a Red Bull órfã de seus pilares técnicos e estratégicos.

Convites de rivais


Nomes como o diretor de engenharia Rob Marshall e Lee Stevenson, mecânico chefe de Verstappen até meados do ano passado, aprofundaram lacunas. Newey, em especial, era o gênio por trás dos carros imbatíveis de 2021 a 2023. Sem ele, o RB21 parece uma sombra do passado, incapaz de rivalizar com McLaren, Ferrari e Mercedes, que lideram em 2025.

Christian Horner insiste que ainda há tempo para reagir e que sua equipe técnica é extremamente capacitada para tal, mas essa confiança soa um pouco forçada. Tsunoda terá pouco tempo para se adaptar ao novo carro e mostrar serviço, mas o desafio maior é mesmo da Red Bull.

Com essa fuga de cérebros e com Verstappen visivelmente inquieto com a involução de seu carro, a equipe precisa realmente entender e corrigir os defeitos de seu setor de engenharia, sinalizando o quanto antes que reencontraram o rumo para as vitórias, ou Max poderá sair da equipe após 10 anos de parceria.


Fonte: O Antagonista

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